domingo, 31 de maio de 2009

A FUNÇÃO EVOLUTIVA DA DOR

Deus em sua infinita bondade quer que progridamos incessantemente a caminho da luz, e nos mostra sempre dois caminhos: o do amor e o da dor. Quando agimos com sabedoria e discernimento, seguimos o caminho do amor e colhemos frutos mais doces e nosso fardo é sempre mais suave.

Porém, esse ainda não é o caminho que a maioria de nós segue, e é aí que adentramos nas dolorosas veredas do sofrimento, por nossa própria escolha advinda do livre arbítrio de que desfrutamos. Se no mundo de expiações e provas em que vivemos é o egoísmo e o orgulho que imperam, a dor é método infalível no nosso aprendizado terrestre, posto que esclare as consciências endurecidas por essas más paixões que atrasam nosso progresso espiritual.

Para entender o mecanismo que atua no burilamento das almas em evolução na Terra, é preciso acima de tudo ter em mente que aqui estamos para expiar e ser provados sobretudo nas nossas aquisições morais, sabendo que nosso mundo, apesar de fisicamente maravilhoso, ainda abriga espíritos necessitados de duras lições para o despertar para o amor.

Assim sendo, quando não aproveitamos as benfazejas oportunidades do amor, eis que a Soberana Inteligência que rege o Universo vem anunciar a dor como função de equílibrio e de justiça, graças a imprevidência do homem que insiste em desrespeitar permanentemente a Lei de Deus, que é a Lei do Amor e da Caridade. Esse entendimento da função evolutiva da dor é absolutamente indispensável para a compreensão das misérias humanas e para que possamos entender melhor qual é o objetivo do nosso estar no mundo e qual é de fato a necessidade de passarmos por dores e sofrimentos, melhorando sempre após o aprendizado.

Apesar de todo o avanço da medicina e da tecnologia, que vem aumentar o bem estar humano e dimunuir as agruras da existência física, em vão tentarão os mais materialistas proclamarem a tentativa da eliminação absoluta da dor, pois que ela cumpre sua função educativa na Terra como “marteladora eterna de destinos e forjadora de almas”.

Quantas almas humanas não são libertas todos os dias pela infalível didática da dor, que vem abalar as consciências recalcitrantes e chamar os homens para o despertar íntimo, no sentido de se auto aprimorarem para vencer o sofrimento e buscar novos caminhos evolutivos na senda do amor!

A Doutrina Espírita, ao proclamar a Lei das vidas sucessivas e a Lei de causa e efeito, sempre regidas pelo livre arbítrio dos espíritos em evolução eterna, vem enterrar definitivamente a monstruosa e sádica idéia de um Deus punitivo que castiga seus filhos pela dor, ao esclarecer que, se o homem sofre hoje, não é em vão e aproveitará os benefícios do seu sofrimento traduzidos em conquistas evolutivas absolutamente imprescindíveis na tortuosa e inescapável escalada evolutiva.

Leonardo Queiroz Leite
Espírita e bacharel em Relações Internacionais.
25 de agosto de 2008.
Publicado em setembro de 2008.

A ARISTOCRACIA INTELECTO-MORAL: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-SOCIAL SOB A ÓTICA DA DOUTRINA ESPÍRITA

Ao longo de toda a história da humanidade, as sociedades sempre precisaram da atuação de líderes que fossem capazes de manter o mínimo de ordem e estabilidade necessárias para o desenrolar da vida social. Nos estágios mais primitivos da vida humana, a força bruta predominava totalmente nas coletividades através do império da lei do mais forte. Posteriormente, vimos surgir os privilégios de nascimento e o poder escravizador do ouro e do trabalho como organizadores da economia e da política, consagrando a divisão das sociedades em classes e originando profundas injustiças que até hoje persistem na composição da ordem social. Todavia, atualmente, graças às forças do progresso, as sociedades estão sendo cada vez mais ordenadas pelo conhecimento e pela informação, abrindo caminho para novas formas de organização político-social.
É perfeitamente compreensível que, em um mundo de provas e expiações como a Terra, a mediocridade deve imperar e ser a medida das coisas, ditando uma ética própria e estabelecendo valores inerentes a essa condição de inferioridade moral. Assim sendo, não seria lógico esperar uma vida perfeita e totalmente feliz no nosso planeta, pois o Cristo já nos esclareceu que a felicidade não é desde mundo, e que na casa do Pai há muitas moradas, ou seja, muitos planetas habitados, cada um adaptado às necessidades dos seres que neles habitam.
Allan Kardec, na vastidão da iluminada Doutrina que legou à humanidade, não poderia ter deixado de fora de suas conjecturas a preocupação com o poder e com as formas de organização político-social da vida terrena. O Codificador nos esclarece que, se a maioria da população do planeta tem que se subtemer aos desmandos de homens pouco preocupados com o bem-estar geral e absorvidos pelos seus interesses mesquinhos, isso se deve à dominação geral pelos maus e inescrupulosos que são maioria e estão no poder em todas as esferas e que, por sua supremacia numérica, toda a coletividade acaba submetida às leis feitas por eles. Entretanto, as forças da evolução vêm melhorar paulatinamente nossas vidas e, com o renovar natural da ordem das coisas, novas lideranças surgirão para administrar os mais diversos âmbitos da vida social, política e econômica.
Nesse contexto, se opera na Terra uma grandiosa transição que irá subverter de maneira irreversível as estruturas da velha ordem social alicerçada no materialismo. Assim sendo, afastada a sombra corruptora do dinheiro que contamina toda a atividade política, a humanidade poderá contemplar renovadas formas de administração político-social através da ascensão ao poder de um segmento social que tenha por caracteristíca principal a combinação bem temperada de preparo intelectual com virtudes morais plenamente desenvolvidas, ou seja, um corpo dirigente animado por sentimentos de justiça e de caridade com elevado poder de moralização. Esse grupo é justamente a aristocracia intelecto-moral teorizada por Kardec, e que terá por missão assumir as rédeas do poder terrestre do planeta do porvir. Em outras palavras, essa aristocracia idealizada pelo Codificador constitui-se de líderes plenamente capacitados para administrar a base material da sociedade direcionando também o desenvolvimento moral dos indivíduos.
Dito isso, é importante assinalar que o Espiritismo não tem pretensão alguma de imiscuir-se nas transitórias e precárias disputas pelo poder temporal da Terra, somente tendo que cumprir sua missão de fazer nosso planeta avançar na escala dos mundos através da progressiva conscientização dos homens da necessidade de se aplicar princípios éticos universais consagrados na Codificação na formulação das políticas que regem nossa vida em sociedade. Quão feliz será a humanidade quando passar a absorver e praticar a fé raciocinada que emana da luz do Espiritismo! Quando a doce influência dos ideais cristãos passar a orientar a vida social e arejar a mentalidade dos dirigentes políticos, aí sim poderemos chegar um pouco mais perto da realização de um mundo verdadeiramente justo e humano.
Não sem surpresa reconhecer-se-à, num futuro não tão distante, a Doutrina Espírita como precursora de uma Nova Era e como representante de um novo paradigma em todas as áreas do conhecimento humano. Os elementos de progresso e esclarecimento trazidos pela Codificação Espírita serão os pilares basais na edificação do mundo de regeneração e, da mesma forma que hoje se olha com espanto e admiração para os grandes desbravadores do passado, olhar-se-à para o Espiritismo como o magnânimo inaugurador de uma Nova Era de justiça e fraternidade que se aproxima a passos largos.
É certo que os céticos e os interessados na manutenção do lamentável estado de coisas predominante irão escarnecer e rotular de utopia muitos desses pressupostos e previsões trazidos pela Doutrina Espírita. No entanto, aguardemos pacientemente com fé no Divino Mestre, que reina absoluto no comando espiritual do Planeta e tem traçadas com fraternidade e amor todas as diretrizes da nossa evolução na Terra, planos esses nos quais não há lugar para a ganância e a pretensão dos homens falíveis, mas somente para a supremacia inabalável da Justiça e da Luz eternas.


Leonardo Queiroz Leite
16 de novembro de 2008
leonardo_queirozleite@yahoo.com.br
Franca – SP
Brasil

A verdadeira Revolução: a derrota do materialismo como condição para a Regeneração

"A única revolução possível é dentro de nós.”
(M. Ganhdi)

No transcorrer da História, a humanidade testemunhou numerosas revoluções que mudaram o destino das coletividades e fizeram avançar as sociedades através de inúmeras e profundas transformações nas estruturas sociais, políticas e econômicas. No entanto, a mudança mais fundamental e necessária ainda não se concretizou na Terra, uma vez que é impossível que haja uma revolução verdadeira sem que antes aconteça a Revolução no íntimo de cada ser humano, ou seja, uma renovação de dentro para fora, um trabalho de iluminação da própria alma que esteja baseado no desenvolvimento e na vivência de valores morais. Como pode pretender o homem subverter os fundamentos sociais sem antes reformar-se intimamente? São natimortas as tentativas de revolução do mundo exterior sem antes derrotar os verdadeiros inimigos da humanidade, que residem dentro de cada um de nós: o egoísmo e o orgulho.
Os tempos são chegados e a Terra se aproxima do ápice da sua evolução material. O materialismo, crença perniciosa de que a vida se resume a uma existência material e precária durante a qual o que realmente interessa ao homem é gozar os prazeres dos sentidos sem preocupar-se com o futuro, não mais se sustenta, porque é um absurdo lógico e moral cada vez mais inaceitável. É urgentemente necessário colocar em cheque a idéia e a crença do materialismo e combater todas as suas funestas implicações sociais. Colocando a morte como uma vilã implacável que vem ceifar para sempre a vida dos homens e privá-los eternamente da companhia dos seus entes queridos, o materialismo lança-os ao desespero e planta a semente do pessimismo destruidor, sendo totalmente contraditória com o amor e a bondade infinita de Deus. Além disso, essa idéia obtusa gera a discórdia e a competição desenfreada entre os homens, levando-os a não respeitar os laços fraternos que os unem por impeli-los ao conflito na busca desesperada do bem-estar puramente material, pois para o materialismo a vida terrestre é tudo e nada há além.
A conscientização dos efeitos negativos do materialismo faz tornar-se urgente a necessidade de substituição do paradigma materialista, que já demonstra claros sinais de esgotamento devido à sua insuficiência para suprir a necessidade de luz do espírito humano, além de provar-se maléfico porque compele os homens ao conflito e à destruição de si mesmos e do planeta. Assim, é preciso que haja a adoção de um novo modelo de ação para a humanidade que seja condizente com a vida e coerente com a benevolência do Criador. Esse novo paradigma só pode estar alicerçado sobre uma nova racionalidade, não mais de cunho calculista e egoísta, mas sim de caráter humanitário-moral, que coloque o ser humano enquanto espírito imortal no centro de todas as preocupações sociais.
Portanto, podemos dizer que, se há uma revolução possível na Terra, ela se dará somente quando o homem passar a reconhecer que nossa natureza é sobretudo espiritual e que somos seres espirituais passando por uma experiência físico-material transitória, com o primordial objetivo de burilamento do nosso espírito imortal e destinado a perfeição através das várias encarnações. Como natural decorrência dessa aceitação, a dimensão espiritual do ser humano passará a ser igualmente reconhecida e incorporada na ciência, na filosofia, nas artes, nas relações sociais e por toda a parte. E é a partir desse reconhecimento que cairá por terra o paradigma materialista que vem mantendo a humanidade aprisionada na masmorra da incredulidade, do pessimismo e da penúria moral.
A falência do materialismo, portanto, é inevitável, posto que carrega em si o germe da sua própria derrocada, porque opera numa lógica destrutiva e absolutamente incompatível com as necessidades evolutivas do planeta e dos seres que nele habitam. Ademais, a derrota dessa idéia malsã é a condição sem a qual não é possível que a Terra evolua rumo a um mundo de Regeneração como está previsto na Lei do Progresso, pois o materialismo sufoca a caridade e dissolve os laços de solidariedade e cooperação que devem unir os homens nessa tarefa gigantesca.
Portanto, a predominância do espírito sobre a matéria, meta fundamental de todos nós, é o ideal a ser atingido, e o será quando formos suficientemente lúcidos e fortes para nos reformarmos intimamente e vencermos nossos adversários que vivem em nós há séculos, derrotando assim os verdadeiros inimigos da nossa evolução.


Autor: Leonardo Queiroz Leite
26 de dezembro de 2008.

SINALIZAÇÕES DA NOVA ERA

A angústia, o sofrimento e a indecisão são as características marcantes da grande transição que já se opera na Terra. São contradições que se aprofundam, desastres aparentemente inexplicáveis que se multiplicam e é flagrante a infinidade de fatos e eventos que não mais podem ser compreendidos a partir da visão estreita de um deus pessoal que deixa o Homem entregue às intempéries da matéria. A humanidade precisa de respostas ao nível da alma, e para isso é preciso que tenhamos a coragem de proclamar a falência generalizada dos modelos hierarquizados que promovem uma mediação totalmente dispensável na relação entre Deus e o homem, pois o Espírito eterno está em perpétua comunhão com o Pai Celestial. E para chegar a essas respostas, é imperativo que compreendamos com clareza o momento de mudança planetária que ora vivenciamos, no limiar de um novo tempo.

Como todo período de transição, nossa época é de esgotamento de paradigmas empoeirados e de emergência de novos modelos regeneradores. Nesse sentido, a Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, deve dar sua contribuição para a transformação da Terra ao atravessar os sólidos muros de preconceito da academia materialista, lançando luzes renovadoras no entendimento acadêmico-científico que deverá nascer das cátedras universitárias. É somente com o esforço destemido dos espíritas para a validação do Espiritismo como discurso científico que será superada a idéia acanhada de que a Doutrina Espírita é somente uma religião. A tarefa é árdua, mas somente assim o Espiritismo poderá cumprir com sua missão libertadora de consciências ao levar o valioso conhecimento oriundo do plano espiritual a fim de que seja revestido com a autoridade da ciência material para que, assim, torne-se universalmente aceito.

Desse modo, caminhamos a passos largos rumo a uma revolução intelectual, num movimento constante e gradativo de expansão da consciência no sentido da construção de um conhecimento global e integrativo que deverá estar na base da ciência renovada que deve emergir no porvir. A universalização da informação e o aprofundamento da interdisciplinaridade entre os diferentes ramos do saber formarão sua base fundamental de sustentação. Será uma ciência não mais excessivamente analítica, materialista e separada dos aspectos espirituais, mas sim constituída por um pensamento científico holístico, capaz de contemplar todas as dimensões do ser humano: físico, psicológico, moral e, principalmente, espiritual.

Nesse particular, felizmente, como prova do avanço da força das idéias emanadas do Espiritismo, citamos algumas instituições que vem se destacando nesse esforço absolutamente necessário de levar os pressupostos da Codificação para a ciência, para o direito, para a educação, para a psicologia, para a medicina, para a assistência social e para tantas outras áreas do conhecimento humano. Como exemplos ilustrativos e para destacar algumas áreas chave nas quais temos visto ditoso progresso nessa caminhada, realçamos o trabalho da Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo, que cada vez mais avança no sentido de sensibilizar os operadores do Direito para a necessidade gritante de humanização da justiça brasileira, promovendo estudos e importantes debates no sentido de provar que a justiça dos homens tem que se aproximar cada vez mais do modelo perfeito da Justiça Divina; da Associação Médico-Espírita do Brasil, que objetiva promover a integração da medicina com a espiritualidade, buscando construir pontes entre o conhecimento médico científico e os pressupostos do Espirtismo, forjando as bases da aliança que vai ser a mola propulsora da regeneração da Terra; da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, que se propõe a contestar a massa falida da educação brasileira, pesquisando e testando novos modelos para a educação ao enxergar as crianças como seres imortais portadores de milenar bagagem intelecto-moral integrante do patrimônio espiritual de cada Espírito imortal.
Em síntese, esses movimentos progressistas, somados à força moral de instituições protetoras que vem dar suporte a tantas mudanças necessárias, serão a mais poderosa arma para livrarmo-nos terminantemente do pessimismo materialista que destrói e desagrega os homens ao invés de uní-los na gigantesca missão da construção do mundo de regeneração. Assim sendo, a edificação desse mundo novo não admite passividade e omissão, mas determina que todos aqueles que já foram esclarecidos pelo Consolador Prometido tornem-se agentes multiplicadores do bem e da luz.

Portanto, apesar das penas morais e do sofrimento que todos somos obrigados a suportar como espíritos errantes vivendo uma experiência material transitória num mundo de provas e expiações, é já com jubilosa alegria que vislumbramos no horizonte os primeiros raios da Nova Era que deverá tornar nosso planeta um lugar mais humano, mais justo e mais de acordo com os planos da benevolência de Deus.

Leonardo Queiroz Leite
26 de abril de 2009
Franca - SP

TRANSIÇÃO E REGENERAÇÃO: o cumprimento da lei do progresso

TRANSIÇÃO E REGENERAÇÃO: o cumprimento da lei do progresso

Todo período de transição possui uma característica marcante: a coexistência de elementos representativos do período atual em que se encontra com elementos que marcam o novo período em que se adentrará. A passagem da Terra, de um mundo de provas e expiações para um mundo de regeneração é o cumprimento de uma das leis da natureza, a lei do progresso, que postula que tudo se transforma incessantemente, sempre com o objetivo do melhoramento lento e gradual com destino à perfeição. Assim sendo, constatamos sinais inequívocos do mundo de regeneração que se anuncia e ao mesmo tempo convivemos com as velhas estruturas materialistas.

Dentre as evidências que nos permitem falar num ensaio para um mundo regenerado, vemos uma enorme busca por espiritualidade, que se verifica ao longo de toda a pirâmide social. Os mais abastados em termos materiais sentem um vazio existêncial causado pela futidade e pela descartabilidade da sociedade capitalista materialista. Aqueles que se encontram em condição de penúria e miséria se questionam o porquê de tanto sofrimento, buscando respostas existenciais, que transcendem nossa precária condição humana. E é somente pelas vias da espiritualidade e da conquista do bem estar íntimo que será possível o equacionamento desses problemas que afligem o ser humano na atualidade.

Além da questão do desabrochar da espiritualidade, percebemos outros indícios da transição que vivemos, a exemplo do surgimento das instituições protetoras, como as grandes organizações defensoras dos direitos humanos e dos direitos das minorias historicamente excluídas; a repulsa instintiva contra idéias perversas; a diminuição das barreiras com o incrível aumento da comunicação entre os povos proporcionado pela fantástica Revolução da Informação em escala global; idéias grandes e generosas que dão suporte às reformas úteis que deverão ser levadas a cabo para reestrurar as instituições humanas falidas.

Todos os movimentos progressistas da História, no entanto, sempre encontraram forte oposição naqueles que persistem na defesa das idéias retrógradas interessadas na manutenção do status quo atual das sociedades humanas. Por isso, o choque de pensamento que se trava no contexto da coexistência de elementos novos e reformistas será a grande marca dos tempos que se aproximam. As mudanças que virão sepultar o velho estado de coisas da Terra não serão puramente materiais, mas se processarão sobretudo no campo das idéias.

Nesse sentido, a mola propulsora da transformação para a regeneração será a aliança da ciência com a religião, que ocorrerá quando a religião, adotando a racionalidade das crenças no lugar do fanatismo cego e da intolerância, verá nascer um renovado tipo de fé religiosa, indestrutível porque terá origem na fé raciocinada e será revestida com as luzes da razão, rejeitando definitavamente os dogmas aprisionadores do espírito humano.

Quanto à ciência, passará a reconhecer a ligação fundamental das leis do mundo material com as leis do mundo espiritual, abandonando definitivamente o paradigma materialista que sustentou o pensamento científico por séculos e provomendo a integração dos conceitos religiosos com os fundamentos científicos. Portanto, cairão os dogmas, o materialismo e a incredulidade, pois haverá o suporte sólido da razão a guiar a ação e a fé humanas, como magistralmente sintetizou Allan Kardec: “Fé inabalável só o é aquela que pode enfrentar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade”.

Enfim, a Terra verá surgir uma nova era de progresso moral quando livrar-se terminantemente do ranço materialista e quando a lei do mais forte for substituída pela fraternidade universal, dando lugar à sociedades humanas regidas por uma ordem social harmônica e justa, pautadas pela cooperação entre os homens e pela prática integral e irrestrita da Caridade na sua mais pura expressão cristã.

Autoria: Leonardo Queiroz Leite

Publicado em julho de 2008 no Jornal "A Nova Era"

FRANCA - SP

O objetivo deste blog é divulgar textos, artigos, notícias e eventos referentes à Doutrina Espírita, no intuito de utilizar a Internet para a difusão do tríplice aspecto do Espiritismo: ciência, filosofia e religião.