domingo, 31 de maio de 2009

A verdadeira Revolução: a derrota do materialismo como condição para a Regeneração

"A única revolução possível é dentro de nós.”
(M. Ganhdi)

No transcorrer da História, a humanidade testemunhou numerosas revoluções que mudaram o destino das coletividades e fizeram avançar as sociedades através de inúmeras e profundas transformações nas estruturas sociais, políticas e econômicas. No entanto, a mudança mais fundamental e necessária ainda não se concretizou na Terra, uma vez que é impossível que haja uma revolução verdadeira sem que antes aconteça a Revolução no íntimo de cada ser humano, ou seja, uma renovação de dentro para fora, um trabalho de iluminação da própria alma que esteja baseado no desenvolvimento e na vivência de valores morais. Como pode pretender o homem subverter os fundamentos sociais sem antes reformar-se intimamente? São natimortas as tentativas de revolução do mundo exterior sem antes derrotar os verdadeiros inimigos da humanidade, que residem dentro de cada um de nós: o egoísmo e o orgulho.
Os tempos são chegados e a Terra se aproxima do ápice da sua evolução material. O materialismo, crença perniciosa de que a vida se resume a uma existência material e precária durante a qual o que realmente interessa ao homem é gozar os prazeres dos sentidos sem preocupar-se com o futuro, não mais se sustenta, porque é um absurdo lógico e moral cada vez mais inaceitável. É urgentemente necessário colocar em cheque a idéia e a crença do materialismo e combater todas as suas funestas implicações sociais. Colocando a morte como uma vilã implacável que vem ceifar para sempre a vida dos homens e privá-los eternamente da companhia dos seus entes queridos, o materialismo lança-os ao desespero e planta a semente do pessimismo destruidor, sendo totalmente contraditória com o amor e a bondade infinita de Deus. Além disso, essa idéia obtusa gera a discórdia e a competição desenfreada entre os homens, levando-os a não respeitar os laços fraternos que os unem por impeli-los ao conflito na busca desesperada do bem-estar puramente material, pois para o materialismo a vida terrestre é tudo e nada há além.
A conscientização dos efeitos negativos do materialismo faz tornar-se urgente a necessidade de substituição do paradigma materialista, que já demonstra claros sinais de esgotamento devido à sua insuficiência para suprir a necessidade de luz do espírito humano, além de provar-se maléfico porque compele os homens ao conflito e à destruição de si mesmos e do planeta. Assim, é preciso que haja a adoção de um novo modelo de ação para a humanidade que seja condizente com a vida e coerente com a benevolência do Criador. Esse novo paradigma só pode estar alicerçado sobre uma nova racionalidade, não mais de cunho calculista e egoísta, mas sim de caráter humanitário-moral, que coloque o ser humano enquanto espírito imortal no centro de todas as preocupações sociais.
Portanto, podemos dizer que, se há uma revolução possível na Terra, ela se dará somente quando o homem passar a reconhecer que nossa natureza é sobretudo espiritual e que somos seres espirituais passando por uma experiência físico-material transitória, com o primordial objetivo de burilamento do nosso espírito imortal e destinado a perfeição através das várias encarnações. Como natural decorrência dessa aceitação, a dimensão espiritual do ser humano passará a ser igualmente reconhecida e incorporada na ciência, na filosofia, nas artes, nas relações sociais e por toda a parte. E é a partir desse reconhecimento que cairá por terra o paradigma materialista que vem mantendo a humanidade aprisionada na masmorra da incredulidade, do pessimismo e da penúria moral.
A falência do materialismo, portanto, é inevitável, posto que carrega em si o germe da sua própria derrocada, porque opera numa lógica destrutiva e absolutamente incompatível com as necessidades evolutivas do planeta e dos seres que nele habitam. Ademais, a derrota dessa idéia malsã é a condição sem a qual não é possível que a Terra evolua rumo a um mundo de Regeneração como está previsto na Lei do Progresso, pois o materialismo sufoca a caridade e dissolve os laços de solidariedade e cooperação que devem unir os homens nessa tarefa gigantesca.
Portanto, a predominância do espírito sobre a matéria, meta fundamental de todos nós, é o ideal a ser atingido, e o será quando formos suficientemente lúcidos e fortes para nos reformarmos intimamente e vencermos nossos adversários que vivem em nós há séculos, derrotando assim os verdadeiros inimigos da nossa evolução.


Autor: Leonardo Queiroz Leite
26 de dezembro de 2008.

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